Suposto esquema de compras superfaturadas para combate à Covid-19 é denunciado em Lago da Pedra

Na esteira do avanço da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) pelo país, e com a canalização de recursos destinados para a área da saúde, vários gestores públicos estão sendo denunciados por supostas irregularidades.

O alvo da vez é o prefeito de Lago da Pedra, Laércio Coelho Arruda, envolvido em suposto desvio sistemático de dinheiro público, segundo documentação obtida pelo site Maranhão de Verdade. Estão sob suspeita compras emergenciais com a empresa Brasil Hosp Produtos Médicos E Hospitalares Ltda – Epp. Entre 2017 e 2020, os recursos com contratos fraudulentas, passam dos R$ 4.762.366,40.

As compras contra o coronavírus que deram origem a um festival de irregularidades, revelam que enquanto nas empresas de renome nacional como o Grupo Drogasil, Ultrafarma e Pague Menos uma caixa de Hidroxocloroquina de 400 mg é vendida em média por R$ 61,00 o que equivale a um preço médio de R$ 2,00 (dois reais) por capsula, a prefeitura lagopedrense adquiriu da Brasil Hosp 9000 capsulas do mesmo medicamento ao preço de R$ 19,89 (Dezenove reais e oitenta e nove centavos), cada unidade.

Outra suspeita foi na compra de Aspirador Cirúrgico de 5 litros com 2 frascos autoclave e pedestal. Enquanto no mercado o mesmo equipamento é vendido em média por R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais), a Brasil Hosp vendeu ao município de Lago da Pedra ao preço unitário de R$ 5.950,00 (cinco mil novecentos e cinquenta reais), caracterizando mais ainda os indícios de superfaturamento, conforme pesquisa de preço realizada pela internet.

O site Maranhão de Verdade teve acesso a uma lista de produtos entre a prefeitura e a empresa contratada como fornecedora. Procurou, aleatoriamente, vários desses produtos para conferir com os preços praticados no mercado.

Nesse quesito, chama a atenção também a aquisição de desfibrilador cardíaco com bateria recarregável DF-03B pelo preço de R$ 29.050,00 (vinte e nove mil e cinquenta reais) da Brasil Hosp, enquanto que no mercado de produtos hospitalares o mesmo dispositivo é vendido pela média de R$ 8.500,00 (oito mil reais), mesma marca e mesma referencia.

FATURA ATÉ NA HORA DA MORTE
Outro detalhe que chamou a atenção da reportagem foi na aquisição de sacos de óbitos plásticos para cadáver. Como se não bastasse o tratamento diferenciado que faz com o povo lagopedrense, o chefe do executivo é suspeito de faturar até com a morte de pacientes por covid.

Isso fica claro, por exemplo, com o superfaturamento de sacos de óbitos plásticos para cadáver. O município adquiriu o produto da Brasil Hosp, ao preço unitário de R$ 69,00 (sessenta e nove reais), enquanto que nas maiores empresas de medicamentos hospitalares, o mesmo produto é vendido por R$ 18,00 (dezoito reais) a unidade, caracterizando uma diferença de R$ 51 reais.

No início deste mês, pelo menos sete municípios maranhense foram alvos da Policia Federal pela aquisição de mascaras superfaturadas cuja unidade era comercializada acima de R$ 9 reais. O problema, entretanto, é que Lago da Pedra conseguiu a proeza de se superar até na compra deste item. O município adquiriu mascaras respiratórias PFF2S N95 pela impressionante cifra de R$ 67,24 a unidade.

Lago da Pedra concentra um dos maiores números de casos de covid-19 no interior do estado: 920 confirmados, com 35 mortes. A quantidade de infectados pode ser ainda mais, pois 61 casos suspeitos ainda aguardam a confirmação dos exames.

CÂMARA PODE ABRIR CPI
A contratação sob suspeita é alvo de denúncias por parte de alguns vereadores. O grupo de parlamentar lagopedrense já sem movimenta para pedir a abertura de CPI para apura o caso, mas esse é uma assunto para as próximas matérias. Aguardem!

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