Questionário põe pesquisa do Instituto Prever sob suspeita em São Luís

Metodologia usada no levantamento beneficia Braide e coloca Wellignton em último lugar. Os dois são os únicos remanescentes do pleito de 2016 na disputa deste ano.

Braide e Wellignton são únicos remanescentes de 2016 no pleito de 2020

Uma informação disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas providencialmente ignorada hoje por alguns órgãos de impresa, dá conta de uma suposta manobra do Instituto Prever para beneficiar o deputado federal Eduardo Braide, pré-candidato do Podemos à Prefeitura de São Luís nas eleições deste ano.

Trata-se do questionário aplicado pelo Prever no levantamento, divulgado neste sábado (04/07) pelo blog do jornalista Diego Emir. Conforme analisou o site Maranhão de Verdade, em vez de mostrar ao eleitor um cartão circular com os nomes dos candidatos, expediente usado para não privilegiar nenhum dos concorrentes, o Instituto apresentou uma lista em ordem alfabética. Assim, o nome de Eduardo Braide pode aparecer sempre em primeiro lugar e o do deputado Wellignton do Curso (PSDB), estará sempre em último lugar.

Questionário da pesquisa Prever provoca questionamentos

A provocação é necessária, pois os dois são os únicos remanescentes do pleito anterior na capital maranhense que estão na disputa deste ano. O método do Prever contraria a prática do mercado e causa estranheza entre os demais institutos, com atuação em São Luís, no Maranhão e até mesmo no País.

Em eleições passadas, como em 2016, vários institutos sempre usaram a cartela circular, e não a lista em ordem alfabética. Um exemplo disso, por exemplo, foi a pesquisa Ibope divulgada naquele pleito pela TV Mirante, afiliada da Globo no Maranhão.

Na época, o instituto usou a cartela circular e não apenas a lista em ordem alfabética. Segundo apurou a reportagem, o método usado pelo Ibope é uma forma de não beneficiar nenhum dos concorrentes, já que na pré-campanha, quando a maioria dos eleitores não sabe bem o nome de um candidato, qualquer tratamento diferenciado a um deles pode inflar sua intenção de voto.

Em 2016, Ibope informou ao TSE um método que não beneficiava nenhum dos candidatos

Além de beneficiar Braide e colocar Wellignton do Curso em último lugar no questionário da pesquisa, chama a atenção também a empresa que contratou o instituto. Trata-se da Farol Comunicação e Marketing Eirel, de propriedade do jornalista Diego Emir, editor do blog homônimo.

O escriba é assessor de comunicação do prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, que é aliado de Braide e o coordenador da campanha do deputado federal na corrida pelo Palácio de La Ravardière em 2016. Talvez isso justifique a metodologia usada pelo instituto.

 

 

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