Políticos estão nas teias da chantagem dos agiotas

Esquema que estaria usando empresas serve para abastecer caixa 2 de campanhas de prefeitos, deputados e até senadores. Além disso, imóveis são usados nas transações como garantias.

Investigações em processos eleitorais em pelo menos mais de vinte municípios têm apontado ligação entre agiotagem e casos de violência envolvendo políticos e correligionários. Agiotas vêm alimentando caixa 2 de campanhas e forçando candidatos a prefeito e vereador a prometer prioridade em licitações futuras, conforme narra um dossiê contando como funciona o abastecimento  do ‘esquema’ de corrupção. O documento denominado ‘teia da corrupção’. foi encaminhado ao Antônio Martins por fonte anônima.

No rastro dos agiotas, delegados e promotores têm encontrado outras peças da estrutura do financiamento criminoso. A polícia investiga denúncias de que esses agiotas estariam agora por trás de campanhas de candidatos a deputados e até senadores. Num dos casos, a Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão (PRE-MA), comprovou que um dos candidatos eleito em 2018, teve gastos de quase R$ 65 mil, mas apresentou documentos fora do prazo. O processo que ainda está tramitando pode ter novos desdobramento com as denúncias que estão vindo à tona.

Mesmo com documentos e extratos de transações financeira, ainda não foi possível realizar um levantamento do rombo provocado pela quadrilha nos cofres das prefeituras maranhenses No entanto, a atuação da organização criminosa que também se especializou em desvios de recursos públicos, sobretudo, nesse período de pandemia da covid-19, chegou ao conhecimento do Ministério Público Federal.

Além das prefeituas, o grupo tem ramificações no legislativo, judiciário, e esquema criminoso de propina com empresários e escritórios de diversos advogados maranhenses, além de lobistas negociadores de sentenças junto a diversas figuras do judiciário maranhense.

A “teia” de agiotas que opera recursos financeiros clandestinamente, age para lavar dinheiro público e assim abastecer campanha eleitoral e destinar pagamento de propina a autoridades e outras finalidades espúrias.

A organização, conhecida e monitorada pela Polícia Federal atua na prática criminosa de desvio de recursos públicos e é conhecida nos bastidores como beneficiária no recebimento de propina oriundo de superfaturamento de contratos públicos envolvendo dinheiro de prefeituras maranhenses.

Na prática, esses prefeitos – alguns como padrinhos senadores – tramam junto com os seus responsáveis pelas Comissão Permanente de Licitação (CPL), formas de beneficiar empresas aliadas às suas gestões e, dessa forma, superfaturar contratos que envolvem recursos públicos.

A maioria dos gestores maranhenses que recebem propinas de empresas beneficiadas pelas prefeituras, possuem sinais aparentes de riqueza ilícita, muitos desses pilotam, por exemplo, carros como as luxuosas Toyota Hilux Sw4. Difícil um prefeito corrupto que não pilote um carro desse nível.

Os bandidos que surrupiam recursos públicos são tão cruéis que tentam assediar blogueiros e membros da imprensa na tentativa de impedir que publicações sejam tornadas públicas acerca do esquema criminoso. A intenção é esconder o desvio de recursos públicos por meio de superfaturamento.

Para acobertar a pratica criminosa, muitos destes gestores chegam a fazer propostas indecentes para os meios de comunicações. A estrátegia ‘cooaptação’ tem o puro proposito de frear as denúncias e impedir que os órgãos de controle possam obter elementos que os ajudem a embasar as investigações.

Muitas vezes os prefeitos analfabetos e semi-analfabetos, sem qualquer instrução, alguns com sinais aparentes de riqueza ilícita, obrigam os presidentes de CPL a selarem contratos fraudulentos para arrecadarem propinas e aumentarem suas riquezas.

Os empresários sem chance de ganhar licitação, se veem obrigados a negociar com os “operadores” das prefeituras. A partir daí começa a chantagem. As negociações giram em torno de R$ 20 mil e R$ 100 mil reais, geralmente pagos em dinheiro vivo. Tudo dinheiro que os prefeitos (as) desviam dos cofres públicos.

Fatores decorrentes da pandemia de covid-19 tornaram os “operadores” desses prefeitos mais audaciosos. A falta de insumos médicos levou gestores públicos a dispensarem licitações para desviar recursos públicos.

Alguns desses prefeitos maranhenses, que já deveriam estar presos, superfaturaram diversos produtos, sobretudo, a demanda por EPIs, respiradores e materiais hospitalares.

Cientes que podem ser presos a qualquer momento e à véspera do processo eleitoral, estes prefeitos parecem não temer a atuação da Polícia Federal e continuam a selar contratos suspeitos que apontam para desvio de recursos da saúde em plena pandemia do coronavírus.

Essa realidade pode ser constatada nas publicações do diário oficial e no sistema de acompanhamento de contratações públicas (Sacop) do Tribunal de Contas do Estado do Marannhão.

Até quando esses prefeitos e prefeitas bandidos (as) irão saquear os recursos públicos?! A entidade que os representa também estaria sendo usada para lavar o dinheiro do esquema?

O MPF deve atuar o mais breve possível…

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta