Paço do Lumiar paga mais de R$ 10 milhões a empresa suspeita de irregularidade em Imperatriz

A gestão da prefeita de Paço do Lumiar, Paula Azevedo (PCdoB), pagou mais R$ 10 milhões nos últimos doze meses para a Sellix Ambiental e Construção, empresa que, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), “venceu uma licitação com indícios de ilegalidades, ferindo assim os princípios da legalidade e da moralidade”.

Em 2018, Sellix Ambiental tinha sido contratada em Imperatriz, por R$ 25.968.018,96 (vinte e cinco milhões, novecentos e sessenta e oito mil, dezoito reais e noventa e seis centavos), para execução de serviços de limpeza pública. No entanto, após uma ação protocolada pela empresa Sousandes Serviços e Construções, a Corte de Contas determinou a suspensão dos pagamentos à empresa.

Ocorre que um ano depois, a firma com sede no Rio de Janeiro, foi contratada em Paço do Lumiar por R$ 10.196.090,64 (dez milhões, cento e noventa e seis mil, noventa reais e sessenta e quatro centavos), para a execução do mesmo objeto que havia sido contratada no município imperatrizense.

FATURA ATÉ NO COVIDÃO

Além do lixo, a Sellix Ambiental também passou a faturar com o Covidão. No município luminense, por exemplo, obteve dois contratos fracionados para prestação de serviços de sanitização de ambientes públicos. O primeiro contrato emergencial, no valor de R$ 844.899,88, foi publicado no dia 04 de maio com vigência até o dia 2 de agosto. Já a segunda proposta, no valor de R$ 923.498,20, foi publicada no dia 11 de maio, mas com vigência até 10 do mês que vem.

Os contratos, por dispensa de licitação, visava a obtenção de adequada condição de salubridade e higiene, com utilização de produtos saneantes, materiais e equipamentos, a fim de usar no combate à propagação da transmissão da COVID-19, infecção humana causada pelo Coronavírus (SARS-CoV-2), conforme demanda da Secretaria Municipal de Saúde.

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