Nova dona da Maxtec é filha de Ricardo Gonçalves

Isadora Galvão Gonçalves assumiu ‘comando’ da firma, após herdar cotas do pai e do ex-sócio Rogério Albino.

Um documento secreto extraído do dossiê denominado ‘teia da corrupção’, encaminhado ao blog do Antônio Martins por fonte anônima,  contradiz a versão da Maxtec Serviços Gerais e Manutenção Industrial Eireli, sobre o comando da companhia que possui novos proprietários desde 2018.

Até  o dia 1º de agosto daquele ano, a firma era comandada pelos empresários Rogério Albino de Sousa e Ricardo Cordeiro Gonçalves, sobrinho legítimo do falecido João Castelo Ribeiro Gonçalves, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal, ex-presidente da Emap e ex-prefeito de São Luís.

A Maxtec possui quase R$ 100 milhões em contratos e está no epicentro de um iminente escândalo envolvendo dinheiro público. No entanto, para rebater denúncias que estão sendo publicadas, a empresa divulgou uma nota na última terça-feira (16), esclarecendo postagens publicadas pela imprensa.

Documento de identificação comprova que Ricardo Gonçalves é pai da ‘dona’ da Maxtec

Assinado pelo diretor comercial Robert Max Mousinho, o comunicado  diz que a companhia foi adquirida por novos proprietários que assumiram desde 2018 o total controle administrativo e a gestão financeira desta conceituada empresa, que atualmente gera mais de 1739 empregos diretos.

No entanto, a reportagem teve acesso a uma cópia da carteira de identidade da empresária  Isadora Galvão Gonçalves, comprovando que a firma nunca deixou de pertecer à familia do antigo dono.

No documento de identificação, Isadora aparece como sendo filha do empresário Ricardo Cordeiro Gonçalves, dono da Cefor Serviços Locações, suspeita de receber pagamentos irregulares em diferentes órgãos públicos.

Anexado ao dossiê  que narra o funcionamento do ‘esquema’ de corrupção no Maranhão, o arquivo comprova que o comando da empresa foi passado, na verdade, de pai para filha.

Nova ‘proprietária’ que ‘comanda’ a empresa é médica residente em São Paulo

Desde 2015, ao analisar ações judiciais sobre o tema, o Poder Judiciário tem se posicionado no sentido de que o empreendedor só pode vender cotas da empresa a filho se não prejudicar outros. Curioso é que no período da transição, já existia um processo na justiça envolvendo os antigos sócios.

A sociedade hoje que está registrada em nome da filha de um dos ex-sócios iniciou suas atividades em 21 de junho de 2003. Nesse perído, o contrato social sofreu várias alterações até que no dia 09 de agosto de 2018, Isadora Gonçalves assumiu isoladamente a administração da sociedade e a representação ativa e passiva da sociedade, após os empresários Rogério Albino de Sousa e Ricardo Cordeiro Gonçalves, cederem suas cotas de R$ 3 milhões, cada uma, para a nova proprietária que assumiu, sozinha, o capital social no valor de R$ 6 milhões.

Impedida de comandar legalmente a Maxtec, por atuar como médica residente do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) de São Paulo, Isadora colocou como representante legal da empresa um funcionário identificado por Carlilson Soares Reis, que recebeu pleno poderes para assumir comandar todos os negócios que envolvem a empresa, conforme procuração em anexo.

O que causa mais estranhenza é que Carlilson Reis é autor de várias ações trabalhistas contra a Cefor, empresa que o pai dela é sócio. Os detalhes curiosos não param por aí.

Um levantamento realizado pelo blog junto à Receita Federal e Junta Comercial do Maranhão (Jucema) revela que o representante legal da Maxtec possui algumas firmas registradas em seu nome, mas, vamos detalhar cada uma nas próximas postagens.

Em relação a Maxtec, só pra se ter ideia, apenas em contratos com órgãos do Governo Federal, a firma recebeu valores que somam R$ 105.136.178,8. Nas próximas matérias o blog também vai fazer uma exposição desse e de outros assuntos relacionadas ao caso, inclusive, envolvendo a CTR, empresa ligada à mesma prestadora que recolhe lixo na capital. Aguardem!

O OUTRO LADO   

A assessoria de comunicação da Maxtec foi procurada na última sexta-feira e demos um prazo até às 14h00 desta segunda-feira, para que a firma pudesse se manifestar diante de uma série de questionamentos do blog. No entanto, até a publicação da matéria ninguém havia encaminhado respostas às denúncias. No entanto, apesar disso, o espaço estará aberto para eventuais contestações.

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