Coroatá: conspiração e oportunismo marcam corrida pela eleição da presidência da Câmara Municipal

Faltando apenas três dias para a tão esperada eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Coroatá, nos bastidores uma verdadeira guerra se intensificou.

Os vereadores de oposição, ligados ao ex-secretário Ricardo Murad, possuem a maior bancada, composta por oito vereadores, enquanto a bancada do prefeito Luís da Amovelar possui apenas sete. Seria claro deduzir o resultado, não fosse a grande conspiração e vaidade que marcam a disputa ferrenha.

Não por acaso, além do controle da pauta de votações e do poder de instalar Comissões Parlamentares de Investigação, está em jogo o controle de um orçamento que gira em torno de quase R$300 mil por mês.

Com remotas possibilidades de vitória no processo, Luís da Amovelar aposta na divisão da bancada de oposição para emplacar a Presidência. Seu nome para a disputa é o da vereadora Lurdinha (PCdoB), que está no quinto mandato de vereadora. 

Impedido pelo Regimento Interno e com o nocaute sofrido pelos próprios colegas de bancada na tentativa de voltar a reeleição, o atual presidente da Câmara, Josean Veras, já declarou que não vota em hipótese alguma no vereador César Trovão. Explica-se: César se indispôs com Josean e o esculhambou em um programa de rádio local.

César então inventou a candidatura do novato Zé Branco para tentar conduzir o legislativo através do colega. De primeiro mandato e sem experiência, na cidade muitos questionam a instrução educacional de Zé Branco para se candidatar ao cargo.

O jovem vereador Junior Buhatem, que também se colocou na disputa para a presidência, tem declarado que não abre mão. No segundo mandato e com mais experiência e desde a adolescência no mesmo lado político, ele tem dito que agora é a vez do grupo Murad dar uma demonstração de confiança e apoiá-lo. Segundo apurou o blog, por causa do grupo, Junior coleciona 88 processos judiciais contra sua atuação na TV Cidade, de propriedade de Ricardo Murad, onde foi apresentador. 

Há quem diga que o consenso anunciado, na verdade, é um complô para impedir o crescimento de novas lideranças.

Mesmo com as chapas indefinidas, a eleição ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 10.

Consenso

Sem o voto de Junior a oposição não elege o presidente. Se ele se sentir abandonado pelo grupo, pode simplesmente preferir não comparecer à sessão, o que garantiria a eleição de Lurdinha, já que, num eventual 7×7 o critério desempate é a idade, o que favoreceria a vereadora.

Enquanto isso, resta aguardar a sessão de quinta-feira pra ver o resultado as conspirações.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta