Condenado por receptação no Piauí, Jadyel da Dimensão Distribuidora de Medicamentos acumula processos também no Maranhão

O empresário Jadyel Silva Alencar, dono da Dimensão Distribuidora de Medicamentos, que foi Vara Federal no Piauí, condenado pela Justiça Federal no Piauí por compra e venda de soro fisiológico roubado da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), também responde a diversos processos e Ações Civis Públicas espalhados em diversas instâncias da Justiça no Maranhão. Trata-se de um número flutuante, pois o sistema de busca processual não apresenta 100% dos processos, pois alguns destes todavia tramitam em segredo de justiça.

De todos os processos, o mais recente tramita em Bom Jardim. Lá, devido a uma licitação irregular para aquisição de medicamentos, insumos hospitalares, entre outros materiais, o Ministério Público do Maranhão ajuizou, em 12 de março, Ação Civil por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Francisco Alves de Araújo e mais nove envolvidos, entre eles, Jadyel. A manifestação foi assinada pelo promotor de justiça Fabio Santos Oliveira.

Em setembro de 2018, a empresa de Jadyel virou alvo de investigação da Promotoria de Justiça da Comarca de Buriti, por supostos prejuízos aos cofres públicos do município. De acordo com o Inquérito Civil foi instaurado pelo promotor de Justiça Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira, a Prefeitura de Buriti, que é administrada pelo prefeito Naldo Batista (PCdoB), é suspeito de irregularidades na adesão à Ata de Registro de Preços n.º 001/2018 e à Ata de Registro de Preços n.º 002/2018, no valor estimado de R$ 12.132.504,00, ambas do município de Pinheiro, para aquisição de medicamentos, materiais hospitalares e odontológicos.

Em análise preliminar, o MP de Contas verificou que os preços indicados na ata originária do pregão n.º 11/2017 estão em média 136% acima do valor de mercado (apurado a partir de pesquisas em no painel de preços do Ministério do Planejamento), havendo casos em que o valor dos itens chegou a superioridade numérica de quase 438%.

Outro caso contra o empresário tramita na 1ª Promotoria de Justiça de Santa Luzia. Os detalhes dessa denúncia, entretanto, iremos abordar na próxima matéria.

É verdade que a maior parte ainda está em sua primeira fase, mas não são apenas os processos ou a folha corrida que chamam a atenção. A fortuna que vem sendo acumulada, através de contratos com vários órgãos e instituição espalhados nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Pará, Tocantins e Pernambuco também começam a despertar curiosidade. Esse também será um assunto para os próximos capítulos. Aguardem!

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